EM CONTAGEM Desabamentos de casas e alagamentos deixam moradores desesperados

Imóveis do bairro Riacho das Pedras ficaram destruídas; no bairro Jardim Eldorado, mais de 60 residências foram alagadas; algumas vítimas não conseguiram salvar nem os documentos pessoais

 Tempestade
 DM_20131212_007.jpgDepois da forte chuva que atingiu Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, na noite dessa quarta-feira (11), moradores fazem levantamento dos estragos e já calculam os valores dos prejuízos. No bairro Riacho das Pedras, local mais afetado pela tempestade, pelo menos duas casas desabaram totalmente e uma parcialmente.

 

A moradora da avenida Francisco Firmo de Matos , Sueli da Conceição Pereira Silvestre, de 57 anos, passou por momentos de desespero com a família. “Estava em casa com o meu neto de 4 anos no início da chuva, por volta de 17h30. A água subiu muio rápido e não tivemos tempo de salvar nada”, explicou.

Sueli, que teve a casa parcialmente destruída, mora em um lote que tem outros três imóveis, sendo que dois desabaram. As residências eram da sua irmã e sobrinha. Nesta manhã, a família tentar achar algum objeto que possa ser recuperado.

“Perdemos praticamente tudo. Móveis, eletrônicos, roupas, comida, documentos e até os meus remédios para controlar a pressão arterial. Não tenho nem para onde ir com os meus familiares”, contou a mulher.

Segundo ela, viaturas do Corpo de Bombeiros estiveram no local, mas nenhum representante da Defesa Civil apareceu no bairro. “A prefeitura não quis saber da nossa situação. Ficamos desamparados. Se não fossem os amigos e o mutirão organizado pelos vizinhos, acho que seria bem pior”, criticou.

Revoltados com a situação chuva, moradores do bairro Riacho das Pedras fizeram uma manifestação na avenida João César de Oliveira.

Eles queimaram pneus e reclamaram da falta de atenção da prefeitura. Viaturas do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar acompanharam o ato e, após militares controlarem o fogo, a pista foi liberada.

Resposta da prefeitura

Por meio de nota, a Prefeitura de Contagem informou que o volume de chuva no município foi atípico. Segundo a assessoria de imprensa, “o atendimento das pessoas afetadas foi feito até a madrugada pela Defesa Civil com participação da Secretaria de Desenvolvimento Social, que deu o apoio necessário às famílias desabrigadas ou em área de risco. Pela manhã, foi feita uma reunião com a secretaria de obras e administrações regionais para as demais providências. O departamento de limpeza urbana foi acionado e, desde essa quarta-feira, intensificou a limpeza da cidade”.

No entanto, a prefeitura, ainda em comunicado, afirmou que a Defesa Civil tinha apenas duas equipes durante à noite e os locais que não foram atendidos  na quarta, receberam a visita do órgão na manhã desta quinta.

Ao todo, foram atendidas 121 pessoas e 33 residências. As regionais Riacho e Industrial foram as mais atingidas, pois a chuva alcançou 108,6 mm  90,5 mm, respectivamente em cada bairro. Além disso, foram registrados 20 pontos de alagamentos, sendo considerados pontos críticos os bairros Eldorado, Vila Samag e Flamengo.

Outras ocorrências

Na manhã desta quinta, mesmo com chuva de fraca intensidade na capital mineira e na região metropolitana de Belo Horizonte,  o Corpo de Bombeiros ainda é solicitado para atendimento de ocorrências.

Um muro de arrimo desabou, mas não fez vítimas, na rua Andréia Margarette Camilo, no bairro Serra Verde, na região Venda Nova, em Belo Horizonte.

De acordo com o balanço divulgado pela corporação, até às 10h30, foram registrados 23 cortes de árvores, três desabamentos de muros, três deslizamentos de encostas, três inundações em residências e quatro perigos de desabamentos de muros. Em nenhum dos casos há vítimas.

As ocorrências de muros de arrimo que desabaram foram registradas na rua Bugarim, no bairro Jardim das Rosas, em Ibirité, na rua José Liberato Moreira, no bairro Jaqueline, em Santa Luzia, e na rua Beta, no bairro Vila Paris.

No bairro Jardim Eldorado, em Contagem, mais de 60 casas foram alagadas e moradores trabalham para a limpeza dos imóveis.

“Cada vez que chove só piora a situação no bairro. A chuva nos pegou de surpresa e tivemos que correr para tentar salvar as nossas coisas”, contou a idosa Maria da Conceição Ferreira, de 60 anos.

Outro morador, Marcelo Júnior Gonzaga, reclamou que todos os anos a chuva gera prejuízo, mas o poder público não faz nada para mudar a situação.

“Acho que essa foi a pior do ano. Mas ninguém quer saber na nossa situação. Agora temos que arcar com os prejuízos sozinhos”, disse o jovem de 25 anos.

Atualizada às 12h49.

Publicado por terreirorocadeobalue

Pai José filho de Obaluaê, nasceu na Bahia em 08/03/1935 e hoje esta com 76 anos sendo 69 deles de feitura no Santo.

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